5.2.06

Betty Friedan

Morre Betty Friedan Ao publicar em 1963 o livro “A mística feminina”, a americana Betty Friedan lançou as bases do moderno movimento feminista. A obra logo se tornou um best-seller. Numa abordagem considerada revolucionária na época, ela afirmava que ter marido e filhos não representa tudo, e que as mulheres deveriam cultivar sua identidade individual. “Uma mulher deve ser capaz de perguntar, sem se sentir culpada, ‘quem sou eu e o que eu quero da vida?’ Não pode se sentir egoísta e neurótica se quiser objetivos fora do marido e dos filhos”, disse a escritora. Mas, ao mesmo tempo, insistia que os homens deveriam ser aceitos como aliados e a família não deveria ser rejeitada. Durante os conflitos raciais, políticos e sexuais dos anos 60 e 70, Betty foi uma das principais vozes e presenças no movimento feminista. Como fundadora e primeira presidente da Organização Nacional para Mulheres, assumiu posições que pareciam radicais na época sobre assuntos como aborto e salários e oportunidades iguais para homens e mulheres. Betty nasceu em 1921, em Peoria, Illinois. Formou-se em psicologia na Universidade da Califórnia e mudou-se para Nova York, onde se tornou jornalista. Casou-se com Carl Friedan, executivo de propaganda com quem teve três filhos e viveu 22 anos, até se divorciar. Morreu de problemas cardíacos ontem, em seu aniversário de 85 anos, em casa. Deixou três filhos e nove netos. by O Globo

2 comentários:

Eliana de Morais disse...

Belo texto! Beijos.

Luís disse...

Há mulheres que nunca morrerão...